Nos dias mais secos, típicos do Inverno, é preciso reforçar os cuidados com a prevenção da febre maculosa, doença infecciosa comum no Brasil, e que é ausada pela bactéria Rickettsia rickettsi e transmitida ao homem pela picada de carrapatos infectados, principalmente os popularmente conhecidos como carrapato-estrela. Embora casos possam ocorrer durante todo o ano, é no período de baixa umidade, especialmente entre os meses de junho e novembro, que esses artrópodes ocorrem com maior frequência.
Segundo Mariana Gontijo de Brito, coordenadora de Zoonoses e Vigilância de Fatores de Risco Biológicos da secretaria de estado de Saúde de Minas Gerais (SES), a doença tem sido registrada não somente nas áreas rurais, como também em regiões urbanas. “Em Minas Gerais, a principal espécie de carrapato envolvida na transmissão da febre maculosa brasileira é o Amblyomma scultum. Eles podem ser encontrados em equídeos, roedores, capivaras, marsupiais, cães e outros animais”, comenta a especialista.
A representante da SES lembra que a população de carrapatos aumenta em determinada área em razão da disponibilidade dos hospedeiros e das condições ambientais favoráveis, como a presença de pastos “sujos” e de vegetação favorável ao crescimento e reprodução do artrópode. Por isso, é registrada a presença da doença tanto em áreas rurais quanto urbanas.
Ao acessar áreas favoráveis à presença de carrapatos, a recomendação é que sejam feitas inspeções no corpo em intervalos curtos de tempo, pois quanto antes os carrapatos forem identificados e retirados, menor a chance de transmissão da doença.




