A Prefeitura tem afirmado que o corte de despesas nas secretarias tem gerado economia para a gestão de Gilson de Souza (DEM). Mas esta redução de gastos pode se limitar a investimentos de interesse do município ou ações das secretarias, o que pode prejudicar a população.
Isso porque o empenho de Gilson e de sua equipe na Prefeitura para a criação de um novo projeto para regularizar 225 funções comissionadas é grande. Manter este pessoal todo não é barato, custa alguns milhões de reais por ano, mas é prioritário para Gilson de Souza, uma vez que são cargos políticos e sinônimos de votos e trabalho “voluntário” nas campanhas do prefeito e de seus indicados políticos, inclusive familiares.
E para demonstrar que de fato se trata de uma prioridade, o vereador Corrêa Neves Júnior (PSD), líder informal e o mais influente membro da Câmara no governo – mais até que o líder Pastor Otávio (PTB) e o irmão de Gilson, Nirley de Souza (PP) -, defende que seja contratada uma empresa terceirizada para criar o projeto e evitar erros cometidos pela equipe do prefeito nos projetos anteriores sobre o tema.
Curiosa a situação, pois o vereador Corrêa quer que a Prefeitura gaste alguns milhares de reais para que uma empresa crie o projeto autorizando que Gilson gaste outros milhões de reais com a manutenção de todos os comissionados. Isso partindo de um membro do Legislativo, a quem caberia fiscalizar os gastos do governo e não incentivá-los.




