Em política, não há coincidência, mas há estratégias. A assinatura dos contratos do Residencial Copacabana poderia acontecer em qualquer dia da semana, mas foi feita nesta terça-feira.
Coincidentemente, uma terça-feira em que a Câmara tinha reunião e os vereadores estavam envolvidos com a sessão, não podendo, assim, participar da cerimônia e colher os louros políticos.
Mas há exceções. Os mais “chegados” do prefeito Gilson de Souza (DEM) participaram da entrega e puderam tirar fotos com os 406 contemplados, que com a assinatura dos contratos passaram a ser mutuários do sistema habitacional.
São os casos de Corrêa Neves Júnior (PSD), líder informal de Gilson de Souza e conselheiro político-administrativo; Pastor Otávio (PTB), líder oficial, e Carlinho Petrópolis/Farmácia, que também tem livre acesso ao gabinete.
Os demais foram praticamente alijados do evento e alguns não gostaram da “coincidência” de horários.
O primeiro a deixar a sessão para ir ao evento foi Corrêa Neves Júnior, denominado por seu próprio veículo de comunicação, o GCN, como “vereador que representa as famílias no processo para agilizar a entrega dos imóveis”.
“Agilidade” que fez o processo burocrático durar um ano e seis meses, apenas no governo de Gilson de Souza.



