A dor durante a relação sexual ainda é uma realidade silenciosa para milhões de mulheres e segue cercada por tabu, desinformação e silêncio.
Mesmo com impacto direto na saúde física, emocional e nos relacionamentos, o problema costuma ser subnotificado e, muitas vezes, tratado como algo “normal”, psicológico ou que precisa ser suportado.
Revisões clínicas e consensos internacionais sobre saúde sexual feminina indicam que entre 40% e 45% das disfunções sexuais afetam mulheres, e uma parcela expressiva envolve dor associada à penetração, como ocorre no vaginismo e na dispareunia. Ainda assim, a procura por avaliação especializada permanece baixa.
Segundo a fisioterapeuta Mariana Milazzotto, mestre em Ciências Médicas, a demora em buscar ajuda está diretamente ligada à forma como a dor feminina é historicamente tratada.




