A regulamentação das
regras para aplicação de coparticipação e franquia em planos de saúde,
publicada nesta quinta-feira, 28 de junho, pela Agência Nacional de Saúde
Complementar (ANS), gerou controvérsia.
Especialistas
apontam que as novas regras farão com que os beneficiários dos planos paguem
também por consultas e demais procedimentos de assistência à saúde.
Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a
resolução produzirá três consequências: o endividamento dos consumidores, a
redução da busca por atendimentos na rede privada e a ampliação da pressão
sobre o Sistema Único de Saúde (SUS).
A norma estabelece percentual de até 40% a ser cobrado pela
operadora para a realização de procedimentos e determina limites mensal (não
pode ultrapassar o valor da mensalidade) e anual (não pode ultrapassar o
equivalente a 12 mensalidades) a serem pagos pelo consumidor por coparticipação
e franquia. A resolução isenta a incidência de coparticipação e franquia em
mais de 250 procedimentos, incluindo tratamento contra o câncer e hemodiálise.




