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Dente do siso tem idade limite para nascer? Saiba mais sobre este dentinho “levado”

O passo fundamental ao sentir o primeiro sinal de erupção — ou mesmo se eles nunca apareceram — é procurar um dentista

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Close-up, cropped snapshot of good looking woman at dentist office during teeth checkup. Dentist examining patient's teeth with mirror and explorer. Oral hygiene concept

Os dentes do siso, conhecidos cientificamente como terceiros molares, são os últimos dentes a se desenvolverem na arcada dentária humana. Frequentemente cercados de mitos e receios, eles costumam dar o ar da graça entre os 17 e 21 anos — período que coincide com o início da maturidade, o que lhes rendeu o apelido popular de “dente do juízo”. No entanto, a trajetória desses dentes na boca varia drasticamente de pessoa para pessoa.

Por que algumas pessoas nunca têm sisos?

É comum encontrar quem chegue à vida adulta sem nunca ter visto um siso. Isso pode ocorrer por dois motivos principais. O primeiro é a agenesia dentária, uma condição genética em que o germe dentário (a “semente” do dente) simplesmente não se forma. Estima-se que uma parcela considerável da população mundial já nasça sem um ou mais sisos, uma tendência evolutiva, já que nossa mandíbula diminuiu ao longo dos milênios com a mudança na dieta.

O segundo motivo é a impactação. Nesses casos, o dente existe e está formado, mas permanece “preso” dentro do osso ou sob a gengiva, seja por falta de espaço na arcada ou por estar em uma posição horizontalizada.

Existe uma idade máxima para eles nascerem?

Embora o intervalo clássico seja até os 21 anos, não existe uma regra biológica rígida. Em alguns casos, o siso pode despontar tardiamente, por volta dos 30 anos ou mais, especialmente se houver alguma movimentação dentária na boca. Contudo, após os 25 anos, se o dente não apareceu, as chances de ele erupcionar de forma funcional diminuem, e ele passa a ser monitorado via exames de imagem para garantir que não está causando danos aos dentes vizinhos.

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Surgiram os sisos: e agora?

O aparecimento do siso não é sinônimo de cirurgia imediata. A decisão de extrair ou conviver com eles depende de uma avaliação clínica e radiográfica.

  • Quando podem ficar: Se o dente estiver bem posicionado, houver espaço na boca, ele não prejudicar a mordida e o paciente conseguir higienizá-lo corretamente (o que é difícil devido à posição lá no fundo), o siso pode permanecer “numa boa”.

  • Quando a extração é obrigatória: A retirada é recomendada quando há dor, inflamações recorrentes (pericoronarite), cáries de difícil acesso, reabsorção da raiz do dente vizinho ou formação de cistos. Além disso, muitos ortodontistas recomendam a retirada para evitar que a pressão do nascimento desalinhe os demais dentes.

O passo fundamental ao sentir o primeiro sinal de erupção — ou mesmo se eles nunca apareceram — é procurar um dentista para realizar uma radiografia panorâmica. Somente o exame de imagem pode revelar o que está acontecendo abaixo da linha da gengiva e prevenir complicações futuras.