O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, em tese, oito tipos de
contraceptivos, entre os quais o Dispositivo Intrauterino de cobre (DIU de
cobre), a camisinha masculina e feminina, e o anticoncepcional injetável ou em
pílula. Além disso, é possível fazer vasectomia e laqueadura, se o homem e ou a
mulher tiver mais de 25 anos ou dois filhos.
Mas, na prática, as mulheres enfrentam desinformação e falta de
treinamento dos profissionais de saúde na busca por contraceptivos no sistema
público. Grande parte dos postos de saúde e maternidades focam na oferta de
camisinhas e anticoncepcionais em pílula.
Em alguns Estados – principalmente nas regiões Norte e Nordeste –
colocar DIU pode ser uma missão quase impossível. O principal problema, segundo
relato de médicos e pacientes, é a falta de profissionais treinados para fazer
o procedimento, embora ele seja simples, rápido e não exija anestesia.
O Ministério da Saúde diz que, se as unidades de atendimento básico não
disponibilizarem o método procurado – entre os que são ofertados pelo SUS -, o
paciente deve cobrar informações das secretarias ou conselhos municipais de
Saúde. Isso pode ser feito por meio de ouvidorias.




