A baixa qualidade dos serviços
prestados está retendo avanços e melhorias na saúde em países de todos os tipos
de renda, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira, 05 de julho, pela
Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo Banco Mundial e pela Organização para
a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD, na sigla em inglês).
Diagnósticos imprecisos, erros
médicos, tratamentos inapropriados ou desnecessários, uso inadequado e pouco
seguro de instalações clínicas e profissionais sem treinamento adequado e com
pouco conhecimento prevalecem em todos países, alertou a OMS, por meio de
comunicado.
A situação, segundo a entidade, é
pior em países de baixa e média renda, onde 10% dos pacientes hospitalizados
correm risco de adquirir algum tipo de infecção durante o período de internação,
comparado a 7% em países de alta renda. A OMS lembra que infecções hospitalares
podem ser facilmente prevenidas por meio de melhorias na higiene, do controle
de práticas hospitalares e do uso correto de antibióticos.
O relatório destaca também que um em
cada dez pacientes apresenta algum tipo de ferimento durante atendimento médico
prestado em países de alta renda. “Doenças associadas a cuidados de saúde de
baixa qualidade impõem despesas adicionais às famílias e aos sistemas de
saúde”, reforçou a OMS.




