O Pix já se consolidou como a espinha dorsal do sistema financeiro brasileiro. Só em 2025, movimentou mais de R$ 28 trilhões, segundo o Banco Central, enquanto estudos da FGV Cemif mostram que cada brasileiro realizou, em média, quase 40 transferências por mês.
A adesão massiva, porém, veio acompanhada de um efeito colateral: o sistema tornou-se o principal alvo do crime digital. Apenas em 2024, as perdas relacionadas a golpes somaram R$ 4,94 bilhões, de acordo com dados do BC obtidos via Lei de Acesso à Informação.
Em 2025, os golpes digitais continuam em alta no Brasil. Dados da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP) mostram que, entre janeiro e setembro, foram registradas 28 milhões de fraudes envolvendo o Pix.
O alerta mais crítico veio em julho, com o maior ataque já observado no ecossistema: o incidente na C&M Software, que resultou no desvio estimado de pelo menos R$800 milhões.




