O limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), atualmente em R$ 81 mil anuais, já deveria estar próximo de R$ 148.165,20 caso tivesse sido corrigido pela inflação medida pelo IGPM desde 2018.
Mesmo propostas em discussão no Congresso Nacional, que sugerem a elevação do teto para R$ 130 mil, já nascem defasadas frente à própria dinâmica inflacionária do período, mantendo um descompasso relevante entre o enquadramento legal e a realidade econômica dos pequenos negócios.
Mais do que uma defasagem acumulada, o cenário evidencia um problema estrutural: o sistema de enquadramento não acompanha a evolução dos custos e da atividade econômica, fazendo com que o crescimento deixe de ser um movimento natural e passe a representar risco para o empresário.
Ao longo dos últimos anos, despesas operacionais, insumos e o próprio nível mínimo de faturamento necessário para sustentar uma empresa avançaram de forma consistente, enquanto o teto permaneceu estático.




