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Arritmia cardíaca: por que problema afeta tanto as mulheres?

Especialista alerta para problemas que podem representar riscos cardiológicos para mulheres

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Segundo a especialista, existem variações biológicas e hormonais nas mulheres que as diferenciam dos homens no quesito cardiológico (Foto Arquivo)

 

As doenças cardiovasculares ainda são a principal causa de morte em mulheres no mundo, representando 8,5 milhões de óbitos anualmente. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o problema representa um terço de todos os óbitos femininos.

O Dia Nacional de Conscientização das Doenças Cardiovasculares na Mulher, celebrado na última quinta-feira (14), traz à tona alertas sobre sintomas que representam riscos, como a arritmia.

A médica Thais Aguiar do Nascimento alertou sobre os riscos que a falta de cuidado com essa questão podem trazer às pacientes. A profissional é cardiologista, especialista em eletrofisiologia e coordenadora de Cardiopatia na Mulher da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC).

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Diferença entre homens e mulheres

Segundo a especialista, existem variações biológicas e hormonais nas mulheres que as diferenciam dos homens no quesito cardiológico.

“Essas variações, que ocorrem durante o ciclo menstrual, a gestação e o climatério, influenciam diretamente o sistema elétrico do coração”.

“Após a menopausa, há uma queda do estrogênio, hormônio que exerce efeito protetor ao contribuir para a saúde dos vasos sanguíneos. A redução desse hormônio pode aumentar a suscetibilidade às arritmias”, alertou.

Thais explicou que as alterações hormonais impactam diretamente na ativação do sistema nervoso simpático (SNS), responsável por preparar o corpo para situações de emergência, aumentando a adrenalina.

Esse processo pode favorecer o surgimento de extrassístoles e tornar mais frequentes episódios de arritmias, como fibrilação atrial e taquicardias.

Além disso, fatores como estresse e sedentarismo podem intensificar as chances de desenvolver a condição.

Falta de diagnóstico de doenças cardíacas

A cardiologista apontou que a arritmia em mulheres ainda é uma doença subdiagnosticada, ou seja, ela é identificada com menos frequência do que deveria na população.

“As mulheres são menos expostas ao diagnóstico por diversos fatores. Socialmente, muitas são condicionadas a não valorizar ou relatar sintomas”, apontou ela.

Thais seguiu: “Além disso, os sintomas femininos costumam ser mais atípicos, o que faz com que diversas vezes sejam atribuídos a outras causas, como estresse ou ansiedade”.

“O que os estudos mostram é que as mulheres procuram menos atendimento médico, são menos incluídas em pesquisas e, consequentemente, acabam sendo menos diagnosticadas e menos tratadas”.

Quais sintomas são causados pela arritmia?

– palpitações;
– sensação de coração acelerado ou irregular;
– falta de ar;
– tonturas;
– desmaios;
– cansaço excessivo.

Fonte: CNN