O Brasil é
o segundo no ranking de países onde mais ocorrem cirurgias plásticas no mundo,
perdendo apenas para os Estados Unidos.
Destes procedimentos, a
grande maioria são estéticos e o que tem chamado a atenção da Sociedade
Brasileira de Cirurgias Plásticas (SBCP) é o aumento do número de jovens, em
especial, de adolescentes, que têm recorrido a esse meio para modificarem seus
corpos.
Segundo o mais recente
levantamento da SBCP, nos últimos cinco anos houve um aumento de mais de 55% no
número de jovens entre 13 e 18 anos de idade que optaram por procedimentos
cirúrgicos estéticos no País. “Como a adolescência é uma fase de mudança
física e emocional, em que o amadurecimento acontece de forma bastante
personalizada, e onde são consolidadas a autoimagem e a autoestima, vale
realizar uma análise psicológica para a realização de uma cirurgia plástica.
Enquanto há casos em as cirurgias acontecem por necessidades corretivas, há
outros em que há uma diferença maior entre a necessidade de imediata e o desejo
de aceitação. Nesse momento também é muito importante o trabalho em parceria
com a família, pois são os responsáveis pelo fortalecimento da autoestima desse
jovem”, afirma a psicóloga Thais Silva.
O papel dos pais neste processo é
importantíssimo, uma vez que é necessária a permissão, apoio e acompanhamentos
dos responsáveis para a realização de uma cirurgia plástica antes da
maioridade. “Quando me perguntam se pode ou não fazer uma cirurgia plástica
nessa idade, eu digo que é possível sim, mas que é fundamental levar em
consideração as reais indicações de cada procedimento para cada caso
especifico. No caso de adolescentes, nem sempre uma plástica é a única opção e
é preciso conscientizá-los disso, já que cirurgia, independente de qual for, é
coisa séria”, complementa o cirurgião plástico Dr. Rafael Werneck.




