Os
anticoncepcionais são alvo de frequente desconfiança por seus efeitos
colaterais, que incluiriam também a depressão. “Esse boato surgiu porque eles
regulam os hormônios sexuais, ligados à hipófise, uma glândula do
cérebro”, diz a ginecologista Marta Magalhães, do Rio de Janeiro.
Mas
a depressão é uma doença multifatorial: sofre influência da
genética, do estilo de vida e do psicológico da paciente, esclarece a médica.
As
últimas pesquisas, inclusive, confirmam a segurança do medicamento nesse
quesito: a Universidade de Ohio (EUA) analisou o prontuário de milhares de
usuárias de anticoncepcionais e encontrou a mesma incidência de casos de
depressão na população americana em geral que não a utiliza.



