A menos de 60 dias do início do plantio da safra de grãos, os agricultores vivem um impasse. A entrega do adubo usado no preparo do solo está atrasada. Também a venda futura de soja para as tradings, que é um financiamento ao produtor, parou.
Os dois episódios refletem a confusão enfrentada pelo agronegócio, após a greve dos caminhoneiros, que resultou no tabelamento do preço do frete e na disparada dos custos para o setor. Esse cenário põe em risco a produtividade da próxima safra e ameaça o setor, um dos poucos com desempenho favorável, que tem garantido saldo comercial e inflação sob controle.
Especialistas ressaltam que o produtor não vai deixar de plantar, mas pode adubar menos e colher um volume bem menor.
Em Mato Grosso, principal produtor de soja, só um terço do adubo foi entregue até agora comparado ao mesmo período do ano passado, conta o presidente da Aprosoja-MT, Antonio Galvan. No Paraná, o primeiro na produção de milho, 40% da distribuição de insumos, que incluem, além do adubo, sementes e fungicidas, está comprometida, diz o presidente da Organização das Cooperativas do Paraná, José Roberto Ricken.




