Apicultores de São Paulo enfrentam um problema grave: abelhas aparecem mortas, aos milhões. O assunto despertou interesse de pesquisadores de duas universidades paulistas. Só em um sítio em Pirassununga, região central de São Paulo, 50 caixas foram perdidas, o que equivale a quase dois milhões de abelhas mortas em abril.
Com tantas perdas, os apicultores paulistas querem saber o que tem provocado as mortes. Em busca dessas respostas, pesquisadores da Unesp e da Universidade Federal de São Carlos coletaram amostras das abelhas mortas.
Em 78 cidades de São Paulo, os pesquisadores calculam que quase 255 milhões de abelhas morreram entre os anos de 2014 e 2017, e 107 produtores enfrentaram o problema. Na maioria dos casos, o uso de agrotóxicos provocou a mortandade.
Em Rio Claro, o professor e pesquisador da Unesp Rio Claro Osmar Malaspina coordenou a equipe que analisou as abelhas. “Você tem produtos aplicados erradamente, quer dizer, não pode ser aplicado de avião. Você tem produtos que são aplicados na área agrícola e só devem ser usados na área urbana. Você tem produtos que têm uma recomendação de uso de certa quantidade, eles aplicam três, quatro vezes mais. São vários erros de aplicação”.




