As terras usadas pela agropecuária cresceram em Minas Gerais nos últimos 11 anos, com avanços importantes em absorção de tecnologia e maior produtividade, mas os avanços também pecaram, quando analisados o encolhimento das lavouras permanentes, o baixo grau de instrução dos trabalhadores rurais e o intenso aumento do número de propriedades que lançaram mão dos agrotóxicos. Esste é o retrato da nova realidade no campo, de acordo com os resultados preliminares do Censo Agropecuário 2016/17, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O estado seguiu a tendência vista no Brasil, com algumas diferenças, abrigando 607.448 estabelecimentos agropecuários, aumento de 10% em relação ao censo de 2006, espalhados numa área 14% maior, verificada no ano passado, de 37,9 milhões de hectares. O crescimento em área no estado, de 4,8 milhões de hectares, foi como incorporar toda a extensão do Rio de Janeiro.
O coordenador técnico do Censo em Minas, Humberto Silva Augusto, destacou, ainda, o acesso à internet nos estabelecimentos rurais, que chamou a atenção, devido à expansão de 2.114% em Minas, e de 1.790% em todo o país. A pesquisa indicou aumento de 77% do número de máquinas utilizados na agricultura em Minas, totalizando 162.764 unidades a mais. As tecnologias e maquinários provocaram diminuição da mão de obra no campo. Acompanhando a tendência nacional, o número de trabalhadores caiu 3,8% no período de 11 anos analisado, significando, em números absolutos, menos 71.796 postos de trabalho.
A faixa etária de trabalhadores e produtores rurais envelheceu. Pessoas em idade entre 45 a 65 anos superaram as faixas etárias de até 45. Em 2006, os produtores com mais de 45 anos representavam 67% do total em Minas e 60% no Brasil. Em 2017, esse número subiu para 76% no estado de 70% no país.




