As consequências de
uma separação conjugal vão muito além do desgaste emocional do casal,
principalmente quando se tem filhos.
As mudanças na
logística familiar já fazem naturalmente com que o filho passe a não conviver
todos os dias com um dos pais. Mas há casos em que um dos genitores ainda
afasta essa criança do seu ex-companheiro, consciente ou inconscientemente,
configurando a alienação parental.
No Brasil, a
alienação parental é crime, por ferir o direito fundamental da criança de ter
uma convivência familiar saudável. “Se não for o único, o Brasil é um dos
poucos países que deu atenção a essa questão e criou uma lei que defenda as
crianças dessa situação”, comenta a advogada Ivone Zeger, especialista em Direito de
Família e Herança.
A advogada conta que o
termo surgiu através de um psiquiatra norte-americano chamado Richard Gardner,
em 1985. Ele passou a verificar alguns sinais no comportamento de crianças,
adolescentes e pais após a separação conjugal e encontrou o que chamou de
síndrome da alienação parental.




