Construir, consertar, modificar e
fabricar objetos e projetos com suas próprias mãos. Essa é a proposta
do Movimento Maker ou Cultura Maker, mais conhecida como Faça
Você Mesmo ou Do It Yourself (em inglês ou simplesmente DIY).
Amplamente difundido nos Estados
Unidos, o movimento tem ganhado espaço nas escolas brasileiras, que
buscam com o método tornar o aprendizado mais atrativo e estimular os
estudantes a desenvolver projetos e produtos a partir
dos conteúdos escolares, muitas vezes pouco práticos.
Embora o movimento venha
crescendo na educação nos últimos anos, a ideia não é uma
novidade, já existe década de 1960, como explica a diretora
pedagógica da Via Maker Education, Sueli de Abreu. “Todo mundo está recorrendo
a autores daquela época, como Seymour Papert e Paulo Freire (que pregavam o
aprender fazendo, em vez de simplesmente receber a informação passivamente), e
estão trazendo isso para os nossos dias de forma reeditada”. A Via Maker
Education é uma empresa brasileira que desenvolve projetos com
uso de blocos de montar de plástico para cada fase escolar.
A diretora de conteúdo da feira de
educação Bett Educar, Vera Cabral, destaca que a tecnologia facilita “a inclusão
de todos os alunos, apresentam soluções que são mais viáveis para os processos
de aprendizagem em cada momento, além de facilitarem o trabalho do professor,
na medida que dá subsídio para ele achar diferentes estratégias”. A feira
é maior na área de educação e tecnologia da América Latina.




