Casos recentes de mortes após cirurgias plásticas, como a de uma mulher atendida pelo “Doutor Bumbum”, no Rio de Janeiro, remetem a falhas em hospitais e clínicas que poderiam ser evitadas. Em Belo Horizonte, a cada dois dias um suposto erro médico é denunciado às autoridades.
Dados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) indicam a instauração de 92 processos no primeiro semestre de 2018. As ações pedem a reparação de danos por motivos que vão da dosagem inadequada de remédio a infecções e sequelas.
Na lista de reclamações durante a prestação do serviço, o alerta é ainda maior para os procedimentos estéticos, considerados hoje, pelo próprio Judiciário, como um dos principais motivos que levam pacientes a recorrer aos tribunais mineiros. Cerca de 20% dos processos são movidos por complicações nesta área.
A situação é agravada por profissionais não qualificados, clínicas clandestinas, desinformação das pessoas e desejo de se obter beleza a qualquer custo. “Há um crescimento da procura e, ao mesmo tempo, da oferta por quem não está capacitado”, diz Fábio Guerra, presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-MG).




