Representantes do agronegócio, comércio e indústria criticaram veementemente a lei que instituiu valores mínimos de fretes rodoviários praticados no Brasil, sancionada pelo presidente Michel Temer nesta quinta-feira. Para eles, a medida é anticompetitiva e fere o livre mercado.
Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), o tabelamento pode resultar na cartelização do setor de transporte. “O resultado é o inevitável aumento geral de preços para a população brasileira, em função da alta dependência rodoviária do país”, afirma Robson Braga de Andrade, presidente da confederação.
A FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) afirma que a medida é um retrocesso. “Tem a capacidade de gerar despesas para toda a sociedade”, afirma o presidente do conselho de comércio eletrônico da federação, Pedro Guasti.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) argumenta que a lei viola a livre iniciativa do mercado e “qualquer acordo entre o produtor rural e o caminhoneiro”. “O tabelamento deve resultar em um aumento no preço dos alimentos e, consequentemente, no índice inflacionário”, destaca Rudy Ferraz, chefe da assessoria jurídica da CNA.




