
A chegada do final de semana ou das férias é, em geral, comemorada. Há casos, entretanto, em que o ócio pode significar um tormento, chegando em casos extremos a provocar somatizações, como náuseas e dor de cabeça. Em 2001, o holandês Ad Vingerhoets cunhou o termo “síndrome do lazer” para se referir a um suposto estado em que algumas pessoas, particularmente aquelas que trabalham sob pressão, caem doentes assim que tomam um descanso. O estudo Vingerhoets, para o qual entrevistou quase dois mil holandeses, homens e mulheres, descobriu que cerca de 3% afirmaram que, nos fins de semana e nas férias, estavam piores do que os dias normais de trabalho. Os sintomas mencionados com mais frequência foram dor de cabeça, fadiga, dor muscular, náuseas e doenças transmitidas pelo ar, como resfriado e gripe.
O cientista e sua equipe concluíram que a transição de trabalhar a não trabalhar era complicada, principalmente para as pessoas que desempenhavam funções sujeitas a muita pressão. Diante disso, a síndrome do lazer é definida pela presença de crises de ansiedade, angústia, dores de cabeça e/ou musculares, náuseas e fadiga em indivíduos que se encontram fora de suas atividades, seja nos finais de semana, feriados prolongados e, principalmente, nas férias. Estima-se que o problema afete até 5% da população economicamente ativa. Trata-se da consequência adoecida de um comportamento socialmente aceito e estimulado: o chamado “workaholic” ou “viciado em trabalho”.




