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Grupo Editora Abril entra com pedido de recuperação judicial

Medida para tentar reequilibrar as contas da empresa ocorre após fechamento de diversas revistas

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O Grupo Abril decidiu entrar com
pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira, 15 de agosto.

A informação foi antecipada e
publicada no site da revista Exame pelo próprio grupo.

O pedido é um mecanismo previsto
em lei para tentar reequilibrar as contas da empresa.

Segundo a Abril, o pedido foi
formalizado nesta quarta, 15, pelo sistema eletrônico da Justiça. “Deve ser
analisado por um juiz nas próximas semanas e, uma vez aprovado, o plano de
recuperação judicial será apresentado num prazo de 60 dias aos credores da
companhia”, diz o grupo.

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Fechamento de títulos

Este mês, o Grupo Abril
anunciou o encerramento de diversos títulos, como “parte de seu processo de
reestruturação”. A Abril listou os títulos que permanecerão em circulação,
entre eles Veja, Veja São Paulo, Exame, Quatro Rodas, Claudia, Saúde,
Superinteressante, Viagem e Turismo.

A empresa não mencionou os títulos que seriam
descontinuados, mas ficaram de fora da lista marcas como Mundo Estranho, Cosmopolitan
e Elle.

Em nota, a Abril disse que a reformulação tem o “objetivo
de garantir sua saúde operacional em um ambiente de profundas transformações
tecnológicas”, em “circunstâncias impostas por uma economia e um mercado
substancialmente menores do que os que trouxeram a Abril até aqui”.

Troca de comando

Em julho, o executivo
Giancarlo Civita deixou a presidência do grupo. O posto passou a ser ocupado
por Marcos Haaland, da consultoria Alvarez & Marsal. Outro membro da
família, Victor Civita, deixou o posto de presidente do conselho editorial.

Giancarlo e Victor Civita permaneceram como membros
permanentes do conselho editorial da Abril. A composição societária da empresa
continua a mesma.

A Alvarez & Marsal é uma empresa com sede nos
Estados Unidos, e que atua em outros 23 países.

Cesar Colleti

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