De um total de 75 mil
contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para candidatos com maior
renda, disponíveis no primeiro semestre, apenas 256 foram efetivamente
assinados.
Essas vagas se referem ao chamado P-Fies, modalidade que
entrou em vigor neste ano a partir do novo formato do programa de financiamento
estudantil, e são negociadas diretamente pelos candidatos com os bancos, que
assumem o risco de uma eventual inadimplência.
A outra modalidade do Fies,
custeada pelo governo federal e pelas instituições privadas, é destinada a
candidatos com renda mensal por pessoa da família de até três salários mínimos
– o P-Fies eleva esse teto para cinco salários.
De acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação (FNDE), autarquia do MEC responsável pelo financiamento, já era
esperado um “perfil mais conservador” da parte dos bancos. “Como
qualquer novo programa, é necessário aguardar um período de adaptação e
maturidade tanto da política quanto de quem se beneficia”, afirmou em
nota.




