O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, é responsável por elaborar as diretrizes e princípios do SUS que os estados e municípios devem seguir. Implantado no Brasil em 1990, o sistema beneficia mais de 190 milhões de pessoas.
“Mas acabou ocorrendo uma incapacidade gerencial. Em sua formulação, o programa foi muito elogiado nacionalmente e internacionalmente. Contudo, quanto à sua implementação, que ocorre de forma colaborativa, as críticas são muitas”, explica a professora Cláudia Souza Passador, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP.
Buscando entender como a regionalização influencia a gestão do SUS, a pesquisadora criou um projeto para traçar um mapa da saúde pública brasileira. Sua proposta foi uma das vencedoras do Programa de Cátedras Brasil, uma iniciativa da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), vinculada ao Ministério do Planejamento, voltada ao fomento de pesquisas e ao desenvolvimento de soluções inovadoras na área de gestão pública.

A proposta de Cláudia é analisar a eficiência no atendimento à saúde nas diferentes regiões do País. Utilizando o georreferenciamento, pretende estabelecer um ranking de classificação das melhores e piores gestões do SUS, por região.




