Desde a chegada da menopausa, a empregada doméstica Maria Vanda
Cavalvante Silva, de 51 anos, não sabia mais o que era uma noite bem dormida.
Com as intensas ondas de calor, a paulistana acordava a cada meia hora com
mal-estar e tinha dificuldades para pegar no sono novamente.
Após meses de martírio, Maria Vanda procurou uma
ginecologista especializada em sono da mulher e iniciou terapia de reposição
hormonal, o que melhorou os sintomas.
Mas a recuperação completa da qualidade do sono só
aconteceu quando ela passou a meditar, também por recomendação médica. “A
reposição diminuiu as ondas de calor, mas a meditação me fez prestar mais
atenção à minha forma de pensar. Antes eu ficava preocupada com tudo. Hoje,
tenho meu ritual de meditar antes de deitar. Voltei a dormir sete horas por
noite”, conta.
Como ela, 32% das paulistanas têm problemas de
insônia, o dobro do índice registrado entre os homens, segundo dados do
Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um dos mais
renomados do País. Na menopausa, esse porcentual sobe para 60%. Foi pensando
nesse enorme contingente de mulheres que pesquisadores do Instituto começaram a
estudar a eficácia de diferentes terapias para o problema.




