O Supremo Tribunal Federal (STF)
começa a julgar nesta quinta-feira, 30 de agosto, a constitucionalidade do
ensino domiciliar no Brasil.
Desde 2015, o tema aguarda uma
determinação da Corte. A disputa coloca em lados opostos pais que desejam
educar seus filhos em casa e o Poder Público que defende a obrigatoriedade da
matrícula e a frequência escolar de crianças e adolescentes. O relator do caso
é o ministro Luís Roberto Barroso.
De acordo com Associação Nacional de
Educação Domiciliar (Aned), o número de famílias que optam pela educação em
casa, prática conhecida como homeschooling, tem crescido no Brasil. Em
2018 chegou a 7,5 mil famílias, mais que o dobro das 3,2 mil famílias
identificadas em 2016. A estimativa é que 15 mil crianças recebam educação
domiciliar no país atualmente.
O julgamento no
Supremo deve definir um entendimento único para todos os casos desse tipo que
tramitam na Justiça brasileira, estabelecendo o que o tribunal chama de tese de
repercussão geral.




