Quinta-feira (30), 12h30. Desempregada há três anos, Carmem Aparecida Cantarino, 52, sai de casa mais uma vez em busca de um trabalho. Nem sabe mais quantos currículos já distribuiu -mais de uma dezena por dia-, mas apesar da falta de esperança sonha em voltar a atuar em uma indústria calçadista em Franca (a 400 km de São Paulo).
Denominada capital nacional do calçado, Franca tem sofrido uma forte crise no setor, que fez com que as 30 mil vagas existentes há cinco anos fossem reduzidas para apenas 19.727 de julho.
É o pior quadro para o mês desde 2002. Só entre maio e julho, foram fechadas 1.302 vagas nas fábricas locais.




