Apesar da crise
econômica e do desemprego, que afeta 12,9 bilhões de pessoas no país, o setor
de produção de flores e plantas ornamentais planeja crescer entre 7% e 8% neste
ano, em relação ao ano passado. As vendas ao consumidor final devem chegar a
cerca de R$ 8 bilhões, segundo levantamento Instituto Brasileiro de
Floricultura (Ibraflor).
Apenas a cidade de Holambra, no interior paulista, que responde
por 45% do mercado de flores do Brasil, deve crescer 10% nos negócios.
A Expoflora – maior
exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina –, que vai até 24
de setembro, em Holambra, funciona como uma avaliação do mercado consumidor
pelos produtores. “A exposição é fundamental. Para nós, é como um laboratório.
Imagina que, durante cinco finais de semana, mais de 300 mil pessoas vêm para
cá. Então, o produtor faz um teste: se uma flor vai muito bem, ele aumenta a
produção. Se a flor, de repente, não vai tão bem, ele diminui ou talvez até
desiste dessa produção”, disse o diretor da Ibraflor, Renato Opitz.
Para Opitz, o
crescimento do setor nesse contexto pode ser atribuído a dois fatores
principalmente. “Foram trazidas novas variedades do exterior que foram
multiplicadas no Brasil e introduzidas no mercado, cores diferentes, formatos e
também variedades mais produtivas. Com isso, diminuiu o custo do produtor e ele
também conseguiu colocar isso no mercado a preços mais baixos.”




