Os 122 programas de Pós-Graduação (PPGs) da Unesp – níveis 3, 4 e 5 – receberão R$ 4,4 milhões para serem investidos até abril de 2019. Os recursos virão do Programa de Apoio à Pós-Graduação (Proap) da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). O valor supera em R$ 1,4 milhão o repasse anterior no convênio com a agência federal, que foi de abril de 2017 a agosto deste ano, representando um aumento de 47%. Mas como isso foi possível, em meio à atual crise financeira e ao anunciado corte orçamentário no governo federal?
O crescimento é resultado de dois fatores, segundo a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG) da Universidade. O primeiro foi que a Unesp cumpriu o acordo assumido com a Capes de empregar plenamente todos os recursos solicitados no período anterior, o que foi possível graças a uma gestão ágil e eficiente do dinheiro. A PROPG também demonstrou à Capes a necessidade de mais recursos para investir no mestrado e no doutorado da Unesp. A Universidade conseguiu utilizar toda a verba concedida. Para isso, a PROPG precisou de muita agilidade. Até março deste ano, o repasse do convênio, feito em agosto de 2017, apresentava um saldo remanescente de R$ 598 mil não utilizados pelos PPGs.
Dos 122 programas, apenas dez tinham usado todo o recurso encaminhado para eles, enquanto outros dois não conseguiram gastar uma única porção do que receberam. A devolução média seria de 20%. Para não devolver esse dinheiro para o governo federal, a Propg montou uma força de trabalho que envolveu três pessoas do setor financeiro da Pró-Reitoria de Planejamento Estratégico e Gestão (Propeg), quatro pessoas da Propg, cinco pessoas recrutadas das unidades e uma da Assessoria Jurídica (AJ) da Reitoria para conseguir remanejar os recursos para outros programas usarem, cumprindo assim o prazo da Capes para a execução do convênio. Foram treze pessoas para cobrir o saldo remanescente de 23 unidades onde funcionam os 122 programas de Pós-Graduação.
“Se não houver a utilização plena dos recursos, a Capes entende que a Unesp não precisa de mais recursos e que pode fazer um repasse menor no convênio subsequente”, explicou Maurício Bacci Júnior, assessor da Propg.




