Em 1991, um ano após
o Código de Defesa do Consumidor (CDC) ser aprovado, as reclamações sobre
locação de imóveis eram as campeãs do ranking da Fundação de Proteção e Defesa
do Consumidor do Estado de São Paulo (Procon-SP).
Passados 28 anos da
criação da lei, o comportamento do consumidor mudou e as queixas também. No
topo da lista, estão os problemas com as empresas de telefonia móvel.
Considerado por especialistas até hoje como um dos mais avançados do
mundo, o CDC brasileiro foi criado em 11 de setembro de 1990 pela lei
nº 8.078.
Os dados de atendimento da Fundação Procon-SP mostram ainda que
houve um salto nas demandas do órgão após a entrada em vigor da lei. Em 1977,
por exemplo, foram registradas 1.542 reclamações, sendo a maioria delas (789)
por problemas relacionados a alimentos, tanto as sujeiras encontradas, como o
preço cobrado em relação à tabela de referência da Superintendência Nacional de
Abastecimento (Sunab), órgão que atuava para o controle da inflação. No início
dos anos 1990, os atendimentos chegaram a 123.086. Em 2017, o órgão atendeu
523.101 consumidores.
O diretor-executivo da Fundação Procon-SP, Paulo Miguel, avalia
que o código contempla grande parte das relações de consumo, mas que é preciso
avançar em temas atuais, como proteção de dados e cadastro positivo. Ele
destaca que o consumidor hoje está mais preparado para acessar os
direitos que constam no código. “Por isso que houve um aumento dos
atendimentos. O consumidor está mais informado e procura seus direitos. O que
existia lá atrás, em 1977, quando se fez a defesa do consumidor em São Paulo,
antes de existir o Procon, as procuras eram diferentes”, apontou.




