A fibrilação atrial é um dos
principais fatores relacionados ao acidente vascular cerebral (AVC), o popular
derrame, e pode levar à insuficiência cardíaca. Entre os fatores de risco para
essa complicação está o excesso de peso.
Por isso, emagrecer é uma recomendação
comum nos consultórios cardiológicos. Agora, pesquisadores australianos mostram
que a orientação médica tem base científica. Eles detectaram a redução dos
sintomas da enfermidade, um tipo comum de arritmia cardíaca, e até a reversão
dela em voluntários que perderam peso. Detalhes do trabalho foram apresentados
na revista Eurospace.
Melissa Middeldorp, pesquisadora da Universidade
de Adelaide, na Austrália, e participante do estudo, explica que, por ser
progressiva, a fibrilação atrial precisa, e deve, ser tratada o quanto antes.
“Os sintomas iniciais breves e intermitentes se desenvolvem em formas mais
sustentáveis da doença até ela se agravar, sendo que fatores de obesidade e
estilo de vida estão associados a essa progressão.”
Ela e o restante da equipe acompanharam 355
pessoas com sobrepeso ou obesas, todas acometidas por fibrilação atrial, que
foram perdendo quantidades variáveis de peso ao longo do experimento.




