Ela transforma uma pessoa em um quase zumbi e, segundo dados científicos, a mortalidade beira os 100%. Mais rara do que a própria doença foram as pessoas que conseguiram sobreviver à raiva humana. Todas elas procuraram centros de saúde após serem mordidas por um animal. O novo caso de raiva humana que terminou com morte aconteceu no Recife (PE) e elevou o alerta da população do Nordeste.
Entre todas as zoonoses transmitidas pelos cães e gatos para os humanos, a raiva é uma das mais temidas. Isso porque depois de transmitida ela pode ser incurável, considerando que não existe medicamento com eficácia comprovada para tratamento. “É por isso que a vacinação dos pets é indispensável para a prevenção da raiva. Esta é a única e eficaz forma de prevenção”, diz Karin Botteon, médica veterinária.
Desde 1990 os casos de raiva humana diminuíram drasticamente no Brasil, chegando a zero em 2014. No entanto, desde 2015, casos de raiva vêm levando humanos a óbito, inclusive em 2017, segundo dados do Ministério da Saúde. Para o combate à doença, agosto entrou no calendário nacional como o mês da grande mobilização para a campanha de vacinação de animais domésticos contra a raiva. Porém, após um problema registrado com lotes da vacina em 2010 – que culminou na morte de dezenas de animais em todo o Brasil – fez com que a aderência dos donos à vacinação de cães e gatos sofresse uma queda que levou ao aumento dos casos em animais e o retorno da raiva humana.
Prevenção
A vacinação antirrábica é obrigatória por lei e trata-se de fator relevante para o controle da raiva nas populações de cães e gatos e, por consequência, para ter o controle da doença na população humana. Para o combate, os municípios disponibilizam postos de atendimento gratuito que podem ser conferidos online. “Os animais domésticos podem ser infectados pela raiva de diversas formas. Os felinos, por exemplo, são caçadores natos e o contato com um animal infectado, como um morcego, pode fazer com que se infectem com o vírus, trazendo perigo para os humanos que convivem com eles. Por este motivo é importante que as pessoas se conscientizem sobre vacinar seus felinos, mesmo que estes vivam em apartamentos altos e telados”, explica Karin.




