A vida é cheia de decisões – o que comer, com quem casar, onde morar, para qual empresa ir, ter filhos ou não, qual profissão seguir? Nessas horas, geralmente a pessoa está diante de dois ou mais caminhos e precisa tomar uma decisão. Recorre à lógica, às emoções, aos amigos, aos pais, a qualquer um com um “pitaco” a oferecer. E, enfim, escolhe. Com um baita medo de errar. “Tomar uma boa decisão é o produto de uma tríade: instinto, experiência e razão. Na prática, se não estiver certo se quer ter filhos, aplique a trinca descrita em questão. O instinto dirá que a espécie deve ser perpetuada. Já a experiência é o que o indivíduo viveu, as suas lembranças. E a razão o fará pensar nos gastos da criação de uma criança”, pondera a psicóloga Vilma Mascarenhas Fiolho.
Portanto, ela diz que diante de uma escolha, é preciso analisar o terreno sob todos os aspectos. Usando a cabeça de maneira calculista ou com o coração, deixando a emoção rolar. É o cérebro que decide qual rumo tomar e para isso ele compara as possibilidades. “Estar no controle da situação e saber quando alternar entre a razão e a emoção é um talento desenvolvido ao longo da vida”, diz.
Que o diga o advogado Armando Pereira de Souza, 45 anos, que diz ter dificuldade de tomar uma decisão desde a adolescência. “Chego a levar semanas até decidir o que fazer. É como se eu esperasse que a vida por si só escolhesse por mim, então quando não tem muita alternativa, escolho, sempre com a dúvida se decidi pelo melhor”, diz.
Decidir, uma escolha
Segundo a psicóloga, diariamente as pessoas tomam centenas de decisões, sendo a maioria sem parar para pensar. Mastigar ou mudar de marcha enquanto dirige, por exemplo, não requer qualquer tipo de elucubração. É automático. Mas para a realização dos objetivos de longo prazo, seja no campo profissional, familiar ou afetivo, é preciso ter coragem e direcionamento. “Uma decisão significa uma mudança, ou seja, é um ato de coragem para quem quer fazer a diferença, superar os próprios limites e sair da zona de conforto”, resume. “Tomar boas decisões e alcançar objetivos exige autoconhecimento e foco”, completa.




