Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
desenvolveu uma farinha feita à base de colmo jovem de bambu. Ela foi testada
com sucesso na preparação de cookies e macarrões na Faculdade de Engenharia de
Alimentos (FEA), onde foi criada.
O estudo, financiado com recursos públicos, mostra que o colmo jovem
(fase do desenvolvimento da planta que vem logo após o broto) apresenta
diferentes vantagens nutricionais, quando comparado às farinhas tradicionais.
A quantidade de fibras é extensamente maior: 50 g no bambu, contra 1,9 g
na farinha de mandioca. Enquanto uma farinha de milho tem 82 g de carboidratos,
o bambu possui 24 g. “O broto de bambu tem compostos cianogênicos (tóxicos) e
isto requer tratamento técnico. Quando ele cresce e vira colmo jovem, cria-se
uma camada externa de proteção e os cianogênicos ficam bastante reduzidos”,
explica Maria Teresa Pedrosa Clerici, professora da FEA e coordenadora do
estudo. “Com isso, os cianogênicos desaparecem somente com o preparo que a
gente faz de lavagem do bambu e depois da secagem da farinha”.
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