O fechamento de fábricas em sequência encolheu o número de trabalhadores do setor calçadista no Rio Grande do Sul. Em agosto deste ano, o segmento empregava 93,3 mil pessoas no Estado, marca 4,4% inferior à de igual mês de 2017, quando havia 97,6 mil. A estatística foi elaborada pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.
No país, a queda, em termos percentuais, foi um pouco menor. Em agosto passado, o setor reunia 287,9 mil funcionários, número 3,3% abaixo do que em igual mês de 2017, aponta a Abicalçados, que tem sede em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos.
Para analistas, a sequência de cortes nas empresas pode ser interpretada como um dos rescaldos da recessão, que derrubou o consumo em diversas áreas. Com o enxugamento do mercado e a retomada da economia em nível aquém do esperado em 2018, as companhias tiveram de diminuir as operações, dizem especialistas.
— As dificuldades internas causaram perda de renda da população. Isso reduziu a demanda por calçados — diz Heitor Klein, presidente-executivo da Abicalçados.




