O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação paulista subiu 1,5% em agosto em relação a julho, na série com ajuste sazonal. Na série sem ajuste, o avanço foi de 5,9% no mês e no acumulado em 12 meses de 4,3%. A principal influência dessa recuperação veio da variável total de vendas reais, que subiu 6,9%, seguida por horas trabalhadas na produção (2,3%). O Nível de Utilização da Capacidade Instalada ficou praticamente estável (-0,1p.p). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, (28/09), pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).
Segundo José Ricardo Roriz, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, o atual clico de recuperação da economia brasileira é um dos mais lentos. “Ao contrário das crises anteriores em que a recuperação se dava logo em seguida, dessa vez o mercado terá dificuldades para voltar a crescer. A queda da taxa Selic, mas sem redução proporcional do spread bancário é um dos complicadores para a recuperação do investimento. O nível de utilização da capacidade instalada das empresas está muito baixo. Há dificuldade principalmente nos setores em que a matéria prima é cotada a preços internacionais. Com a volatilidade do câmbio e o aumento abrupto do dólar, as empresas que não têm poder de mercado não conseguem repassar a alta dos preços”, avaliou.
O avanço da atividade industrial paulista em agosto foi disseminado, alcançando 14 dos 20 segmentos pesquisados, com destaque para a alta de 7,1% do segmento de veículos automotores.
Sensor




