/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/8/d/hDic16QxGA094TapGJ4A/reus.jpg)
Os dois acusados de executar a jovem Izabella Gianvechio, de 22 anos, e seus dois filhos gêmeos em fevereiro de 2015 vão a júri popular nesta terça-feira (9) no Fórum de Igarapava (SP).
O empresário Matuzalém Ferreira Junior e o ex-funcionário dele Antônio Moreira Pires, o Pedrão, respondem por homicídio doloso qualificado e atualmente estão presos na Penitenciária de Tremembé (SP).
Pedrão é apontado pelo Ministério Público como o autor dos disparos que mataram a mãe e os bebês Ana Flávia e Lucas, que tinham dois meses de vida. O empresário é acusado de ser o mandante dos crimes e de ter contribuído para a execução, motivado por não aceitar a suposta paternidade dos gêmeos, que não se confirmou.
As vítimas eram de Uberaba (MG), mas a mãe foi encontrada morta em Aramina (SP) e as crianças, em Buritizal (SP).
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/4/o/eWCg88TOq4kGm2wzysrg/vitima.jpg)
Promotor responsável pela acusação, Dilson Santiago de Souza estima que, em caso de condenação, cada um dos réus pode pegar até 70 anos de prisão. Além do motivo torpe, o MP apontou que os crimes foram cometidos sob promessa de recompensa e mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.
“As provas são contundentes, são claras, e espera-se que eles sejam condenados por esses três gravíssimos crimes”, afirma Souza.
No decorrer do processo, os acusados negaram a autoria do crime e culparam um ao outro.
“Ele [o empresário] não teve participação mesmo porque ele tinha certeza que ele não era o pai das crianças”, afirmou o advogado de defesa de Ferreira Junior, Antônio Carlos de Oliveira, na segunda-feira (8).
O G1 não conseguiu falar com a advogada de Pedrão.
Júri popular
Confirmado desde setembro, o julgamento foi programado para começar às 9h, com a expectativa de se estender por toda a terça-feira.
Depois de definido o júri – sete entre 25 pessoas devem ser escolhidas -, serão ouvidas as testemunhas de acusação e de defesa. Depois do interrogatório dos réus e das argumentações, será a vez da promotoria expor suas alegações.
Antes de o júri se reunir para dar o parecer final, abre-se espaço para as falas do advogado de defesa.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/x/I/8WWD1bSqAO4rwW3pwBRQ/gemeosok.jpg)
O crime
Izabella foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 12 de fevereiro de 2015, às margens da Rodovia José Schiavotelo (SP-426), em Aramina, após desaparecer de Uberaba (MG), onde morava com os filhos gêmeos.
Ela chegou a ser enterrada sem que fosse reconhecida, mas uma equipe de investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, ao saber da localização do corpo, solicitou fotos da vítima e confirmou que se tratava da jovem desaparecida.
Os bebês, Ana Flávia e Lucas, que tinham dois meses, foram encontrados mortos a tiros em 17 de fevereiro, em uma estrada de terra em Buritizal, depois que Matuzalém Ferreira Junior – até então apontado como pai das crianças – se entregou à Polícia Civil.
O empresário negou o homicídio e atribuiu o crime a Pedrão, preso em 19 de fevereiro, escondido em uma fazenda na região de Sacramento (MG), durante uma operação comandada pela Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/s/S/ZSDtRPTwqS3hZ96xpIJg/camera.jpg)
Investigações
Em um áudio entregue à polícia por familiares de Izabella, a jovem conta a uma amiga que se encontraria com o empresário, até então apontado como pai das crianças e que se recusava a reconhecer a paternidade dos gêmeos.
Izabella pediu a um parente, que é taxista, levá-la ao local do encontro. Após deixá-la no endereço, em Uberaba, o homem disse que seguiu o carro do acusado, mas perdeu o veículo de vista.
Uma câmera nas imediações do Parque Fernando Costa flagrou o momento em que Pedrão entra no carro, onde já estavam Izabella e os bebês. Na acareação, os suspeitos negaram a autoria do crime e culparam um ao outro.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/a/L/stJYjhQ3qlBuB5dBzhUw/carro.jpg)
As investigações concluíram que as crianças foram mortas pouco tempo depois de a mãe ter sido assassinada e o corpo deixado em Aramina.
O carro usado pela dupla foi encontrado queimado em uma fazenda próxima à Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Pedregulho (SP). Dentro dele estava um revólver calibre 38 que, segundo a polícia, foi usado no crime.
Após a Polícia Civil denunciar os acusados, um exame de DNA descartou que Matuzalém fosse pai das crianças. Para o Ministério Público, o fato não minimiza a culpa dele nos homicídios ou o julgamento do caso.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/Y/v/sARjt1ReG7VITGul327g/gemeos2.jpg)
(Com informações do G!)



