Estímulos à criação
de conselhos municipais de patrimônio e incentivos financeiros a proprietários
de prédio tombados estão entre os desafios da política de preservação
histórico-patrimonial no estado de São Paulo.
A avaliação é do
presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico,
Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), Carlos Augusto
Mattei Faggin. O Condephaat completa 50 anos neste mês.
Vinculado à Secretaria da Cultura estadual, o conselho paulista foi o segundo
criado no país, pela Lei estadual 10.247, de 1968.
Faggin propõe a
ampliação das estruturas municipais como forma de aproximar os conselhos e a
população. “Teríamos uma rede de patrimônio que transforma cada cidadão em um
inventariante. Ele entra no site,
manda fotos, fala que conhece a história daquele local há duas gerações e
explica porque acha que tem importância. Isso faz com que se acionem técnicos
para verificar se a informação é correta, se esse bem tem realmente valor
histórico, arquitetônico, artístico”, explicou. O estado tem atualmente 70
cidades com conselhos municipais, num total de 645 municípios.
Entre os desafios do Condephaat, Faggin citou a manutenção das
estruturas tombadas. Os proprietários são os responsáveis pela conservação do
patrimônio, mas alguns não têm condição de pagar a conta, disse Faggin. “O
que falta para fechar esse círculo é fazer com que o proprietário de um
determinado bem imóvel tenha favorecimento e benesses econômico-financeiras.”




