O valor das taxas cobradas em cartórios do Distrito Federal pode aumentar em até 747% a partir de 1º de janeiro do próximo ano. A alteração ocorrerá caso um projeto de lei que tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal seja aprovado.
O texto, que dispõe sobre o aumento dos serviços notariais e de registros públicos, foi aprovado e passou discretamente pela Câmara dos Deputados em 2017. No fim do ano passado, foi barrado pelo senador José Antônio Reguffe (Sem partido-DF), que o chamou de “bolsa-cartório” e apresentou um requerimento de retirada de pauta quando o texto chegou à CCJ. Agora, o projeto voltou a ser discutido e a expectativa é de que ele vá para votação no plenário nos próximos dias.
Ontem, Reguffe voltou a denunciar o Projeto de Lei da Câmara n° 99/2017 durante discurso no plenário. “É um absurdo, uma verdadeira bolsa-cartório, só beneficia os donos de cartório em demérito da sociedade. Espero que a CCJ rejeite esse projeto e, se assim não fizer, espero que nós o derrotemos aqui no plenário”, argumentou.
Se aprovado, o reconhecimento de firma de Documento Único de Transferência (DUT), que hoje custa R$ 3,90, passará a R$ 33,03, 747% de aumento. Até mesmo casar ficará mais caro — o registro subirá de R$ 164,75 para R$ 256,94, aumento de 55,95%.




