Quase duas semanas depois de aprovar o projeto que regulamenta a duplicata eletrônica, o Senado teve de reabrir a votação da medida devido a um parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A proposta havia sido aprovada por meio de uma emenda de reação, mas teria caráter de mérito. Em razão disso, o texto foi submetido ao Plenário novamente e aprovado, mais uma vez. Agora a proposta vai, de fato, à sanção presidencial.
A questão foi trazida ao Plenário por uma questão de ordem do vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). O tucano explicou que, segundo a Comissão de Constituição e Justiça, a emenda de redação, que foi aprovada no dia 17 de outubro pelos senadores, não teria esse caráter redacional e, sim, de mérito. Com isso, a pauta teria que voltar para a Câmara dos Deputados.
Diante disso, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), acatou a questão de ordem e colocou a emenda de redação novamente em votação, mas, desta vez, com o parecer contrário da CCJ. Por conta desse problema regimental, os senadores rejeitaram o texto da emenda de redação e aprovaram apenas o texto do projeto, com relatório do senador Armando Monteiro (PTB-PE). Agora a medida dever ser sancionada pela Presidência da República em até 15 dias.




