nda nem começou o governo Bolsonaro e o retrocesso anunciado já é incalculável”, disse Marina Silva, instantes depois de ter sido confirmada a fusão entre as pastas do meio Ambiente e da Agricultura no executivo do presidente eleito.
A candidata três vezes derrotada à Presidência da República, sensível às questões ecológicas, chamou a decisão de “triplo desastre” e de inauguração “do tempo trágico em que proteção ambiental é igual a nada”. Outras vozes da área já se haviam manifestado preocupadas quanto aos planos do capitão na reserva para a Amazónia ao longo da campanha eleitoral.
“Primeiro, trará prejuízo à governança ambiental”, continuou a líder do partido Rede Sustentabilidade. “Segundo, passará aos consumidores no estrangeiro a ideia de que todo o agronegócio brasileiro sobrevive graças à destruição das florestas, sobretudo na Amazónia, e, terceiro, empurrará o movimento ambientalista para os velhos tempos da pressão de fora para dentro, algo que há décadas vinha sendo superado, graças aos avanços galgados em diferentes governos.”
Paulo Amaral, do Imazon, um instituto de preservação da Amazónia, disse que a fusão é o sinal de que “a visão será a produção a qualquer custo”.




