O verão no Brasil começa em 21/12, mas a temporada de calor e chuvas já se inicia na primavera. A partir dessa época, as condições climáticas trazem à tona um problema que persiste: a propagação das doenças transmitidas pelo Aedes aegpypti, mais conhecido como o mosquito da dengue.
No entanto, o Aedes, é vetor de outros vírus além da dengue. O inseto é capaz de carregar consigo os agentes causadores da febre amarela, da chikungunya e da zika. Das quatro arboviroses, apenas a febre amarela possui vacinação na rede pública.
Contra a dengue, o Instituto Butantan desenvolve uma vacina que se encontra em etapa final de estudos, quando são aplicados testes em seres humanos. Se os resultados forem favoráveis, o próximo passo será a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No setor privado já é possível encontrar doses contra o vírus, mas apenas para quem já foi infectado pelo menos uma vez.
Para a chikungunya e a zika também não há vacinas, mas pesquisas fora do país avançam na conquista da imunidade contra essas doenças. Nos Estados Unidos, cientistas do Centro de Pesquisa de Vacinas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas trabalham contra o tempo e contra a zika. Durante este ano, realizaram-se testes em humanos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/USP).




