A delação premiada de Antonio Palocci tem 18 termos de depoimento que fornecem dados para cinco frentes distintas de investigação da Polícia Federal, em Curitiba, no âmbito da Operação Lava Jato. Um segundo pacote de termos aguarda homologação no Supremo Tribunal Federal (STF) e embasam investigações de alvos com foro privilegiado.
Na quarta-feira, 28, no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, a 8.ª Turma Penal termina de julgar pedido de revisão da pena de Palocci, que pode resultar na concessão do benefício para que o ex-ministro deixe a prisão para cumprir o resto da pena em casa, em regime semiaberto sob monitoramento. O relator da Lava Jato, desembargador João Pedro Gebran Neto, votou pela redução da pena e concessão do benefício, na primeira parte do julgamento, em 24 de outubro.
Documento
Dividida em três partes, o tema dos negócios dos navios-sondas do pré-sal e a Sete Brasil é um dos mais amplos e comprometedores para Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o delator, nos termos já tornados públicos, o petróleo do pré-sal gerou ‘sonhos mirabolantes’ no ex-presidente. Alvo de investigações em Curitiba e Brasília, o caso pode atingir diretamente a ex-presidente Dilma Rousseff, que não tem mais prerrogativa de foro privilegiado e pode ser processada criminalmente na primeira instância.





