
Um aplicativo para telefones celulares capaz de prever os níveis futuros de açúcar no sangue (glicemia) é desenvolvido pela startup GlucoGear, em parceria com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Para auxiliar a empresa na criação do aplicativo, a FMRP realiza um estudo clínico com portadores de diabete no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP), acompanhando os níveis de glicemia e a influência exercida pela alimentação e a atividade física. O app, que deverá estar disponível ao público no final do ano que vem, ajudará a prevenir complicações como excesso de açúcar no sangue (hiperglicemia) em diabéticos.
A GlucoGear faz parte do programa de aceleração da Sevna Startups, mantido pelo Instituto Sevna no Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto. “O objetivo é entender a variabilidade glicêmica, principalmente o quanto os alimentos ricos em proteínas, gorduras e carboidratos, além da atividade física, influenciam nessa variação”, afirma a professora Maria Cristina Foss de Freitas, do Departamento de Clínica Médica da FMRP e coordenadora do Ambulatório de Diabetes do HCRP, que atua como consultora do projeto. “A pesquisa busca fornecer recursos para que a startup desenvolva um software capaz de fazer a predição da glicemia”.

.
No Ambulatório de Diabetes do HCRP são acompanhados 40 portadores de diabete, 20 com o tipo 1 e 20 com o tipo 2. “Durante um mês, por meio de dispositivos colocados no corpo dos pacientes, são monitoradas continuamente a glicemia e a atividade física”, afirma Maria Cristina. Em um aplicativo desenvolvido pela startup, os participantes do estudo fazem o registro da alimentação e das medicações. “Essas informações ajudam a pessoa a ter um controle da evolução da glicemia, das condições alimentares e ajudar na decisão da dose a ser aplicada de insulina, no caso dos portadores de diabete tipo 1”.




