Os pesquisadores do Hemocentro
da USP de Ribeirão Preto desenvolveram um tratamento inovador que pode curar a
leucemia mieloide aguda, um dos tipos mais agressivos de câncer no sangue, sem
precisar de transplante de medula óssea.
Pela primeira vez, cientistas usarão linfócitos T, uma
das principais células do sistema de defesa do corpo humano, para combater as
células doentes pelo câncer. Os linfócitos, que podem ser retirados de doadores
ou do próprio paciente, serão modificados em laboratório para adquirirem a
capacidade de reconhecer as células cancerígenas.
Depois de modificados, esses
linfócitos são injetados na corrente sanguínea do paciente e vão atacar
continuamente as células malignas. Segundo os pesquisadores, na maioria dos
testes, foi necessária apenas uma única dose.
A chefe da unidade de transplantes do Hospital das
Clínicas de Ribeirão Preto, Belinda Pinto Simões, explica que o linfócito T é
treinado para reconhecer as células doentes. “Eu dou uma especificidade para
esse receptor T e ele vai mirar agora contra aquilo que eu quero. Eu defino
para ele que a mira vai ser a leucemia, ele vai atacar a célula da leucemia e
não mais os outros órgãos do corpo. O linfócito vai ter a memória imunológica”,
explica Belinda.




