Embora ainda não tenha alcançado nomes de peso, como aconteceu no Rio e no Paraná, a Lava-Jato de São Paulo chega a 2019 com a mira voltada para políticos das cúpulas partidárias de PT e PSDB . Entre os alvos dos processos que vão se desenrolar ao longo do ano estão o ex-governador Geraldo Alckmin e o ex-prefeito Fernando Haddad .
Em um ano e cinco meses de trabalho, ninguém foi condenado na Lava-Jato de São Paulo, que se divide entre o Ministério Público Federal (MPF) e o MP estadual. Os procuradores federais ofereceram quatro denúncias. Já no âmbito estadual, há pelo menos 15 inquéritos em andamento e sete acordos com empresas.
Alckmin e Haddad são citados por delatores como beneficiários de caixa dois para campanhas eleitorais passadas. Após o fracasso nas eleições de outubro, ambos terão que se defender sem foro privilegiado.
O tucano terá que esclarecer, já no início do ano, a citação de seu nome em esquema de doações de R$ 4,5 milhões via caixa dois da CCR para sua campanha ao governo paulista em 2010. A concessionária fez acordo com o Ministério Público Estadual e se comprometeu a pagar R$ 81,5 milhões.




