Pesquisadores do laboratório
de psicologia cognitiva da USP de Ribeirão Preto realizam um estudo sobre
memória visual para tentar diagnosticar precocemente possíveis demências como o
Alzheimer.
A pesquisa visa mapear a
memória de pessoas normais para tentar identificar pacientes que tenham algum
tipo de comprometimento clínico. “Esse teste de recordação em que apresentamos
formas e cores em localizações diferentes tem sido muito utilizado em outros
países e tem se mostrado um bom preditor para manifestação precoce do
Alzheimer. É importante que a gente tenha uma base da população normal para
entender como esses comprometimentos estão acontecendo e para tentarmos
explicar melhor porque eles acontecem”, diz a psicóloga Lorena Macedo.
De acordo com o professor de
psicologia e diretor da pesquisa César Galera, a memória envelhece com o passar
dos anos e não há nada a se fazer para mudar isso. “Existem vários tipos de
memórias e nós focamos na memória visuoespacial, aparentemente, é uma memória
simples, mas é extremamente importante no nosso dia a dia. Por exemplo, você
precisa saber onde deixou as chaves ou um livro, essa associação local-objeto é
muito importante e é uma das memórias que se perde mais rapidamente com o
envelhecimento”, afirma o diretor da pesquisa.
Ainda de acordo com Galera, o
envelhecimento não pode ser combatido, mas uma alimentação saudável, exercícios
físicos e atividade intelectual podem ajudar a manter a memória em dia. “Todo
mundo a partir dos 25 a 30 anos começa a ter uma pequena perda de memória.
Pessoas que perdem essa capacidade de associar cor e forma, nome e face, talvez
venham a ter Alzheimer. Essa perda de memória pode ser um indicativo de que a
pessoa vai ter um problema no futuro”, conta o professor.




