Ao assumir o cargo de chefe do Executivo de Minas como o primeiro governador eleito pelo partido Novo no país, o empresário de Araxá Romeu Zema terá que lidar com outras pedras no caminho, além do rombo nos cofres públicos que pode chegar a R$ 30 bilhões.
O principal desafio é o déficit do Estado. Aprovado em R$ 11,4 bilhões pela Assembleia Legislativa, o valor deve ultrapassar a cifra apresentada pelo ex- governador Fernando Pimentel (PT). A previsão de Zema e de Mateus Simões, vereador licenciado que coordenou a equipe de transição, é a de que o montante seja quase três vezes o que foi anunciado.
“Os valores mais corretos só teremos a partir da segunda quinzena de janeiro. Mas, com certeza, ultrapassa a previsão do governo (de Fernando Pimentel)”, diz Mateus.
O funcionalismo público também espera de Zema uma solução para o parcelamento dos salários dos 633 mil servidores. A gestão petista chegou ao fim devendo, ainda, o pagamento do 13º salário, um débito de cerca de R$ 2,1 bilhões. Agrava a situação a dívida de R$ 11,9 bilhões que o Estado tem com os municípios, referentes a repasses atrasados de ICMS, IPVA e Fundeb — por lei, 25% desses impostos devem ser entregues pelo Estado às prefeituras.




