Com a chegada de João Doria, ao Palácio dos Bandeirantes, o comando de áreas estratégicas do primeiro e também do segundo escalões do governo saiu das mãos do PSDB, o partido do governador. Pela primeira vez, quadros políticos ou técnicos da sigla não estão à frente das secretarias e empresas mais importantes do Estado, como as pastas de Governo, Fazenda, Transportes Metropolitanos e Casa Civil, além do Metrô.

Já de olho na eleição presidencial de 2022, Doria repassou a aliados funções tradicionalmente entregues aos tucanos desde o governo de Mario Covas – eleito em 1994. Além disso, no plano nacional, Doria tem feito críticas abertas ao PSDB e defendido a “reestruturação” do partido. O governador até lançou o deputado Bruno Araújo (PE), um nome de sua confiança, à presidência do partido na convenção marcada para maio.
A lista no Bandeirantes é encabeçada pelo vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), que acumula a Secretaria de Governo. Nem mesmo durante a gestão Márcio França (PSB) esse posto foi tirado de um tucano. Saulo de Castro ficou no cargo até o fim.
Presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, também deu espaço a partidos que o apoiavam, mas privilegiou correligionários em todas as suas passagens pelo Bandeirantes nos setores considerados mais sensíveis, como Transportes Metropolitanos. Agora, não só o comando da pasta está com o PP, de Alexandre Baldy, mas a presidência do Metrô também não é mais de um técnico da empresa. O escolhido é Silvani Alves Pereira, ex-secretário executivo do Ministério das Cidades do governo Temer.




