
Segundo estudos da
OMS (Organização Mundial de Saúde), até o ano de 2050, cerca de 900 milhões de
pessoas em todo o mundo poderão vir a ter surdez. Entre as principais razões
para estes dados alarmantes, estão algumas infecções, o uso excessivo de
remédios e a exposição a sons muito altos. E justamente por ser invisível, esta
poluição sonora pode ser um dos maiores vilões do mundo moderno para a saúde
auditiva. Normalmente originados de vizinhos, do trânsito intenso ou mesmo pela
proximidade com estações de metrô, trens e aeroportos, o som pode ultrapassar
os 90 decibéis, sendo que o limite seguro para som contínuo é de 50 decibéis,
segundo estudo realizado pela Associação Brasileira para Qualidade Acústica.
Em um relatório recente, a organização estipulou recomendações de níveis máximos de barulho em locais públicos como forma de combater doenças decorrentes da influência do estresse sonoro.
Um dos documentos que serviram de base às recomendações associa o excesso de ruído a doenças metabólicas e cardiovasculares, déficits cognitivos em crianças, zumbidos nos ouvidos, distúrbios do sono, danos ao aparelho auditivo e até mesmo à obesidade.




